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Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo de R$ 850 mil em MG

Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo A Polícia Civil investiga um corretor de imóveis suspeito de aplicar ...

Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo de R$ 850 mil em MG
Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo de R$ 850 mil em MG (Foto: Reprodução)


Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo A Polícia Civil investiga um corretor de imóveis suspeito de aplicar golpes em negociações imobiliárias em Pouso Alegre (MG). Segundo relatos de vítimas e advogados envolvidos no caso, compradores acreditavam ter adquirido imóveis na cidade, mas descobriram posteriormente irregularidades que impediram a transferência definitiva dos bens. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Uma das vítimas, o aposentado João Batista Vicente Domingues, afirmou ter pago por dois apartamentos e uma kitnet. Segundo ele, além do valor dos imóveis, também foi orientado a antecipar despesas cartorárias. "Pagou um apartamento e ainda paguei até a escritura. Ele falou, não, eu faço mais no jeito pra você, faço mais barato, e já paga o cartório. E eu paguei tudo, ele tomou tudo de mim", disse o aposentado. De acordo com o advogado de quatro vítimas, os negócios foram intermediados por um corretor ligado a uma imobiliária de Pouso Alegre. Segundo ele, os imóveis possuíam proprietários legítimos e quase todos estavam financiados ou alugados. As vítimas chegaram a receber valores referentes aos aluguéis, situação que, conforme a denúncia, fazia parte do esquema. Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo de R$ 850 mil em MG Reprodução EPTV Ainda segundo o advogado criminalista Henrique Laraia, os compradores não tinham conhecimento de que os imóveis estavam financiados e não receberam a escritura definitiva dos bens. "O próprio vendedor não sabia que estava vendendo seu próprio imóvel e, ao passo, mais uma vez, ele leva as pessoas a erro de forma que ele transforma a compra numa irregularidade desde o momento da contratação. Porque os compradores já não sabiam que o imóvel era financiado. Eles não tinham conhecimento sobre essa questão do imóvel justamente porque os trâmites são diferentes", afirmou. Um dos imóveis negociados está localizado em um condomínio no bairro São João. Segundo as vítimas, João Batista pagou R$ 230 mil pelo apartamento que não recebeu. O prejuízo total das quatro vítimas conhecidas chega a R$ 850 mil. Outra vítima, o lavrador Michael César da Rosa, relatou ter pago R$ 200 mil por um apartamento no bairro Cidade Jardim. Segundo ele, após cobrar a conclusão da negociação, foram identificadas supostas falsificações em documentos. "Deu certo momento que não dava para esperar mais. Aí nós viemos em cima e falamos, vamos atrás. Aí viemos atrás e começamos a descobrir os podres, que era tudo falsificado. Ele falsificou a assinatura, falsificou o contrato, falsificou tudo. Era tudo falsificado", disse. O caso foi denunciado ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis. Paralelamente, as vítimas ingressaram com ações na esfera cível na tentativa de recuperar os valores pagos. Segundo o advogado cível Gustavo Ferreira da Silva, existem mecanismos judiciais que podem ser utilizados para tentar ressarcir os prejuízos. "Há mecanismos na justiça que a gente consegue bloquear os ativos de quem cometeu esses atos ilícitos. Bloqueio de ativos financeiros, bloqueio de bens móveis, mas isso tudo vai depender da decisão judicial", explicou. Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo de R$ 850 mil em MG Reprodução EPTV A imobiliária citada no caso está com as portas fechadas e informou que opera em regime de home office. Conforme o advogado da empresa, os fatos vieram à tona há cerca de três meses, após as denúncias das vítimas. O corretor envolvido nas negociações foi demitido. Ainda segundo o representante da imobiliária, o profissional adulterava contratos para constar como sócio em documentos. "Ia prospectar clientes, prometia os seus benefícios, dar vendas e tal, realizava as vendas e adquiria o patrimônio para si mesmo, não repassava para o comprador, ficava com ele. Então, nesse caso, a empresa Newhouse foi vítima também dessa adulteração contratual e do crime de estelionato, que foi praticado por esse cidadão aí também contra essas pessoas e contra a própria empresa que ele trabalhava", afirmou o advogado da imobiliária, Adriano Biondi. As vítimas afirmam ter perdido economias acumuladas ao longo dos anos. "O dinheiro de terra que vem vendido, e dinheiro de economia, e dinheiro de negócio. Porque a gente faz aqui, paga ali, corre aqui, corre ali, e lá pior é uns 500 mil, que foi prejuízo", disse João Batista Vicente Domingues. "E foi tudo jogado pro céu, né, tudo jogado fora. Um esforço que não valeu nada, só passar raiva, né, perder tudo e passar raiva. Então, não dá explicação, é fazer o que com uma pessoa dessa?", declarou Michael César da Rosa. Polícia Civil investiga corretor suspeito de aplicar golpes imobiliários e causar prejuízo Procurado, o corretor Hailton de Freitas Silva disse que não fugirá das responsabilidades e que cada cliente será tratado de forma isolada. Ele afirmou ainda que ninguém será lesado no que tem a receber e que trabalha para encontrar uma solução para os quatro casos citados. Sobre a relação com a imobiliária, Hailton afirmou que era realmente sócio do empreendimento. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas